Bolsonaro avalia decreto para abrir praias a nadadores e surfistas

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A justificativa, segundo o presidente teria dito a estes parlamentares, é que não é possível treinar algumas modalidades em piscinas

 

presidente Jair Bolsonaro avisou a alguns parlamentares que avalia determinar a liberação de acesso a praias, contrariando medidas determinadas por prefeitos para restringir a circulação de pessoas e conter a propagação do novo coronavírus. A intenção é editar um decreto que autorize nadadores profissionais e surfistas a furar os bloqueios para praticar suas modalidades. A justificativa, segundo o presidente teria dito a estes parlamentares, é que não é possível treinar algumas modalidades em piscinas.

A iniciativa ocorre um dia após a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovar antecipar o feriado estadual de 9 de julho para a próxima segunda-feira (25). Feriados municipais da capital paulista já haviam sido antecipados nesta semana, aumentando o fluxo de pessoas que viajaram em direção ao litoral.

Na Baixada Santista, nove cidades restringiram o acesso às praias durante a pandemia, incluindo Santos e Praia Grande, numa tentativa de evitar aglomerações. De acordo com especialistas, o distanciamento social é a forma mais eficaz de se evitar a transmissão da covid-19.

Bolsonaro tem criticado medidas de isolamento determinados por prefeitos e governadores e chegou a pedir que seu então ministro da Justiça, Sergio Moro, se posicionasse contra prisões de pessoas que furaram as restrições e acabaram presas em praias e parques. A cobrança ocorreu, inclusive, na polêmica reunião ministerial do dia 22 de abril, citada por Moro em depoimento no qual acusa o presidente de tentar interferir na Polícia Federal.

“Cobrei dele, na frente de todos os ministros, que tomasse uma posição sobre a prisão e algemas usadas contra mulheres na praia, mulheres em praça pública, como de Araraquara (SP), o pobre humilde trabalhador do comércio do Piauí, como tantos outros. Ele tinha que mostrar sua cara. Ele tem amparo na Lei do Abuso de Autoridade”, disse Bolsonaro em pronunciamento no dia da demissão do ministro, no dia 24 de abril.

Na véspera da reunião, no dia 21 de abril, a mulher e a filha do deputado federal Luiz Lima (PSL-RJ) foram detidas na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, acusadas de descumprir um decreto do governador Wilson Witzel que proíbe a população de frequentar o local. As duas, além do deputado, foram diagnosticadas com o novo coronavírus nesta semana.

 

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