Governo de SP endurece quarentena nas festas de final de ano e secretário critica praias cheias: ‘Cenário de transmissão’

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O Centro de Contingência do Coronavírus do Estado de São Paulo anunciou, nesta terça-feira (22), que haverá retorno à fase vermelha do Plano São Paulo entre os dias 25 e 27 de dezembro e 1 e 3 de janeiro em todo o estado. Apenas serviços essenciais poderão funcionar nestes dias. O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, criticou as aglomerações nas praias do litoral paulista.

Nestes seis dias específicos, o atendimento presencial está proibido em shoppings, lojas, concessionárias, escritórios, bares, restaurantes, academias, salões de beleza e estabelecimentos de eventos culturais. Farmácias, mercados, padarias, postos de combustíveis, lavanderias e serviços de hotelaria estão liberados.

As normas mais rígidas foram confirmadas após reuniões entre autoridades do Governo do Estado e médicos do Centro de Contingência do coronavírus. Além do regresso momentâneo à etapa mais restritiva de controle da pandemia, nenhuma região deverá retornar à fase verde – a penúltima na escala de abrandamento – durante o mês de janeiro.

Região de Presidente Prudente foi a única rebaixada para a fase vermelha no Estado de São Paulo — Foto: Reprodução

Região de Presidente Prudente foi a única rebaixada para a fase vermelha no Estado de São Paulo — Foto: Reprodução

Praias

 

O secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, durante a coletiva de imprensa nesta terça-feira, criticou a falsa sensação de segurança que os banhistas sentem durante os passeios à orla e ao mar.

“As pessoas entendem que as praias não têm problema, que estão ao ar livre, mas se aglomeram nos guarda-sóis, bebem, riem sem máscara. Isso é um cenário de transmissão do vírus”, apontou.

O coordenador executivo do Centro de Contingência Covid-19, João Gabbardo, também criticou as aglomerações das praias do litoral paulista. Segundo ele, as pessoas deveriam praticar as atividades físicas, como caminhada, e em seguida voltar para casa.

“Não é lógico, neste momento, levar famílias e mais famílias com guarda-sol, com cadeiras e fazer um piquenique na praia. Correr esse risco para quê?”, disse. Ainda segundo Gabbardo, as aglomerações podem, em janeiro, “trazer consequências bastante danosas para a nossa saúde”.

Banhistas foram às praias de Santos, SP, neste domingo — Foto: Matheus Tagé/Jornal A Tribuna

Banhistas foram às praias de Santos, SP, neste domingo — Foto: Matheus Tagé/Jornal A Tribuna

Medidas

 

Os prefeitos da Baixada Santista estão buscando, de forma conjunta e em parceria com o Governo do Estado, alternativas para conter a ida de turistas para o litoral paulista durante as festas de fim de ano.

O prefeito de Bertioga, Caio Matheus (PSDB), por meio de sua assessoria, afirmou que uma das propostas discutidas em reunião do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) foi a implantação de um ‘cordão de isolamento’ nas praias. Segundo ele, a expressão não refere-se a uma barreira física, e sim, à proibição total do acesso às praias da região, de 24 a 27 de dezembro e de 31 de dezembro a 3 de janeiro.

A proibição do acesso às praias, segundo o chefe do Executivo de Bertioga, somente será possível com apoio do governo estadual, uma vez que os municípios do litoral paulista não possuem efetivo suficiente para fiscalizar o cumprimento da medida.

A Prefeitura de Santos anunciou, nesta terça-feira, que barreiras sanitárias serão colocadas durante o período de festas para evitar a entrada de vans e ônibus de turismo na cidade. Os veículos abordados serão orientados a retornar aos municípios de origem.

 

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