Paraty é destino de belezas naturais e patrimônio da humanidade

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Globo Repórter embarca em uma viagem rumo ao litoral sul do Rio de Janeiro. O destino é Paraty. Considerada pela Unesco como patrimônio cultural e natural da humanidade, a cidade fluminense se destaca por suas belezas naturais e seu centro histórico.

A região, um paraíso que fica entre o Rio e São Paulo, é cercada pela natureza exuberante, com cachoeiras pouco conhecidas e praias isoladas. O conjunto de bens culturais e naturais soma um território de quase 1,5 mil km², com praias, montanhas e 187 ilhas.

Praia Grande da Cajaíba, em Paraty — Foto: Globo Repórter/ Reprodução

Praia Grande da Cajaíba, em Paraty — Foto: Globo Repórter/ Reprodução

E entre tantas ilhas, uma delas, que fica no Saco do Mamanguá, ganhou uma fama diferente: a de mal-assombrada. Moradores contam que donos de fazenda abandonavam os escravos doentes e mais velhos na ilha. Eles eram amarrados por ali, e morriam presos nas pedras.

Também na região, um homem mora isolado em um cenário paradisíaco. Altamiro dos Santos, pescador e agricultor, sempre viveu entre a fartura da natureza e a carência provocada pelo isolamento. Ele mora em uma casa típica caiçara na Praia Grande da Cajaíba, e sobrevive com o que tira do mar. Além da natureza, Seu Altamiro tem uma companhia especial: o Fofinho, seu cachorrinho de estimação.

Ilha de Paraty ganha fama de mal-assombrada — Foto: Globo Repórter/ Reprodução

Ilha de Paraty ganha fama de mal-assombrada — Foto: Globo Repórter/ Reprodução

Registros e guardiões

Há 16 anos, a pedagoga Fabíola Guadix trocou as ruas movimentadas de São Paulo por Paraty à procura de pássaros. A região entre Paraty e Angra dos Reis, na Costa Verde (RJ), é considerada uma das melhores do mundo para observar as aves. Mais de 500 espécies vivem na região. Ela fez curso de fotografia e passou a estudar as aves, e conseguiu registrar uma presença rara, que ficou desaparecida por quase 150 anos. O formigueiro-de-cabeça-negra é uma exclusividade de Paraty.

O formigueiro-de-cabeça-negra é uma exclusividade de Paraty — Foto: Globo Repórter/ Reprodução

O formigueiro-de-cabeça-negra é uma exclusividade de Paraty — Foto: Globo Repórter/ Reprodução

Já Seu Américo cuida há 18 anos do caminho usado para transportar o ouro de Minas Gerais até o porto de Paraty. Um pedaço de calçamento de pedra feito no século XIX só foi revelado em 2003 pelos pesquisadores do Projeto na Trilha da História. Uma outra parte do caminho do ouro continua escondida debaixo da terra. E seu Américo cuida para que esta memória não fique mais escondida.

Mas nem só de histórias bem contadas e de natureza vive Paraty. A região também é conhecida pela produção de cachaça e chegou a ter 200 alambiques. Nascida na cidade, Maria Izabel Costa comprou um sítio há 35 anos. Ela então começou a plantar cana, e do canavial orgânico brotou o resgate de uma tradição familiar: a produção de cachaça. No sítio Santo Antônio, Maria Izabel comanda todos os processos da produção artesanal da cachaça.

Maria Izabel e seu canavial orgânico em Paraty — Foto: Globo Repórter/ Reprodução

Maria Izabel e seu canavial orgânico em Paraty — Foto: Globo Repórter/ Reprodução

Globo Repórter mostra as belezas de Paraty — Foto: Globo Repórter/ Reprodução

Globo Repórter mostra as belezas de Paraty — Foto: Globo Repórter/ Reprodução

Globo Repórter mostra as belezas de Paraty — Foto: Globo Repórter/ Reprodução

Globo Repórter mostra as belezas de Paraty — Foto: Globo Repórter/ Reprodução

Gravação do Globo Repórter em Paraty — Foto: Globo Repórter/ Reprodução

Gravação do Globo Repórter em Paraty — Foto: Globo Repórter/ Reprodução

 

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